Uma vez, em uma consulta de rotina, o pediatra do meu filho me deu o melhor conselho de todos: “Renata, se você não consegue explicar para uma criança de 5 anos o que é aquele ingrediente, ele não deveria estar no corpo dela”. Aquilo foi um choque de realidade.
A gente vive em um mundo onde o “suquinho de caixinha” parece inofensivo, mas é uma bomba de açúcar. A gente acha que o biscoito “integral” é saúde, mas é farinha branca disfarçada. A regra é simples: descasque mais e desembale menos.
Comida de verdade não tem uma grande lista de ingredientes. Se o que você manda na lancheira tem mais de 5 nomes estranhos no rótulo, precisamos conversar.
Mas eu sei a sua dor: “Onde eu encontro isso com facilidade em Campinas?”. Foi essa pergunta que me trouxe ao Sabor da Natureza. Aqui, a maçã tem cheiro de maçã. O pão tem gosto de cereal. Quando a base é boa, a gente não precisa de “truques” para a criança comer. Ela sente o sabor da natureza. Esta resolução não ficou só na lancheira, mas na minha relação com a maternidade. Porque mãe não precisa ser perfeita, precisa se sentir segura.
Se a lancheira do seu filho também anda tirando o seu sono, talvez o que falte não seja mais esforço — e sim mais confiança nas escolhas.

